terça-feira, 19 de outubro de 2010

Borat Rousseff - Por Diogo Mainardi

Diogo Mainardi e mais um dos seus excelentes textos...

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Por Diogo Mainardi
Se Borat tem o potássio, Dilma Rousseff tem o pré-sal. Um é igual ao outro. Da mesma maneira que Dilma Rousseff louva nossas reservas de petróleo do pré-sal, Borat louva as reservas de potássio de seu país. Para estimular o sentimento nacionalista do eleitorado, Dilma Rousseff pode até tentar adaptar o hino de Borat:



O Brasil é um país glorioso!
É o exportador número um do pré-sal.
O resto da América do Sul tem um pré-sal inferior
O pai de Dilma Rousseff nasceu em Gabrovo, na Bulgária. O vilarejo romeno de Glod está localizado ali perto. Foi em Glod que Sacha Baron Cohen filmou Borat. Se o pai de Dilma Rousseff tivesse permanecido na Bulgária, a atual candidata a presidente do Brasil, com um tantinho de sorte, poderia ter sido uma das protagonistas do filme, exatamente como Spiridom Ciorebea.

Spiridom Ciorebea é um dos moradores de Glod. Sacha Baron Cohen escalou-o para o papel de Livamuka Sakonov, o aborteiro do vilarejo de Borat. Spiridom Ciorebea acabou processando os autores do filme. Assim como Dilma Rousseff, ele recusou-se a aceitar que o caracterizassem como um fautor do aborto. Assim como Dilma Rousseff, ele foi desmentido publicamente e perdeu o processo.

Borat é sempre acompanhado por Azamat Bagatov, seu produtor, que foi treinado no Ministério da Propaganda soviético. Dilma Rousseff é sempre acompanhada por José Eduardo Dutra, presidente do PT. Recentemente, José Eduardo Dutra disse que o debate sobre o aborto pertence à Idade Média. O que pertence à modernidade, para o PT, é a Casa Civil de Erenice Guerra e de seu filho Israel.

Israel? Borat, em sua viagem aos Estados Unidos, tenta comprar uma pistola para se proteger dos judeus. Impossibilitado de comprar uma pistola, resolve comprar um urso. O urso de Dilma Rousseff é Mahmoud Ahmadinejad, o ditador iraniano que prometeu resolver o problema dos judeus, riscando Israel do mapa.

Na hierarquia de Borat, Deus ocupa o primeiro lugar. Depois: o homem, o cavalo, o cachorro, a mulher, o rato e o inseto. Na hierarquia de Dilma Rousseff, Deus era um retardatário, mas durante a campanha eleitoral Ele foi empurrado rapidamente para a frente, ultrapassando até mesmo o inseto e o rato.

Borat abandona a mulher e os filhos em seu vilarejo e, depois de tentar raptar a playmate Pamela Anderson, arruma outra mulher nos Estados Unidos. Nesse ponto, seu caso é semelhante ao do pai de Dilma Rousseff. Quando saiu de Gabrovo, ele abandonou sua mulher, grávida de oito meses, e casou-se novamente no Brasil.

Dilma Rousseff conta com o apoio de Oscar Niemeyer, Chico Buarque e Fernando Morais. Borat, por sua vez, conta com o apoio de Urkin, o estuprador de seu vilarejo.

O Brasil é um país glorioso! Borat para presidente!

Raciocínio da Dilma: "se no Brasil existirem 3,5 milhões de serial killers o governo não pode prender toda essa gente, então descriminalize-se o homicídio em série"


Caros dois leitores, em entrevista ao Jornal Nacional a candidata Dilma disse que "ninguém pode mandar prender 3,5 milhões de mulheres". A candidata, sempre muito articulada e eloquente, apesar de já ter alegado que pretende descriminalizar o aborto e já ter alegado, em momento posterior, que é a favor da atual legislação, agora alegou que é contra a lei em vigor.

Disse ainda que, apesar de ser contra a atual legislação, não pretende mudá-la (!). 

Vale lembrar que a lei em vigor permite o aborto apenas no caso de risco de vida para a mãe e no caso de estupro. A lei prevê ainda a prisão de mulheres que se submetam a abortos ilegais clandestinamente.

Além de criar esse ninho de mafagafos para explicar sua mais nova posição sobre o aborto a candidata cometeu mais uma gafe (pra variar!) criando uma confusão ao se referir a uma pesquisa da UnB, feita com base em dados do IBGE.

Da entrevista conclui-se que o não cumprimento da lei é o que pretende a candidata.
De sua linha de raciocínio extrai-se o seguinte: se no Brasil existirem 3,5 milhões de serial killers o governo não poderá prender toda essa gente, então, ao invés de construir mais cadeias, descriminaliza-se o homicídio em série, afinal essa medida é mais simplista, conveniente e menos trabalhosa, além de dar mais visibilidade ao povo.
Imagino até qual seria a propaganda do governo neste caso: "Brasil soluciona o grave problema de assassinatos em série, coisa que era ignorada no governo FHC".

Pode uma coisa dessa?!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Lula que bebe e a Dilma que troca as pernas!

Ilustres dois leitores, bom dia!

Já comentei aqui o catrastófico desempenho da candidata Dilma no debate de ontem na Rede TV!. Entretanto, algo que não poderia deixar de comentar passou despercebido.

Hoje, lendo o diagnósticos feito por um especialista político vi que Dilma cometeu um imenso deslize no debate ao comentar a crise financeira mundial (detalhe que não havia sido perguntada sobre isso).
Ao tentar reproduzir o que certa vez falou o presidente Lula ela inverteu as bolas, tropeçou nas próprias pernas e disse que “o Brasil foi o primeiro a entrar na crise e o último a sair".

Conclusão.
Acho que estão servindo no gabinete da Dilma a mesma água que servem no gabinete do presidente Lula. Aquela que o passarinho não bebe.

Para espantar a crise eles deviam fazer aquilo que sabe melhor. Primeiro dizer que é mentira que ela tenha dito isso, depois colocar a culpa da fala no PSDB, dizer que irão apurar detalhadamente o responsável pela pinga e superfaturar um novo contrato de fornecimento de cachaça, digo, de água para seus gabinetes.

Brasília, DF, Outubro de 2010 - Texto do Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Uma revelação. Compartilho a leitura com vocês, meus dois leitores.

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Por Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

A batalha para o 2º turno da campanha para a presidência abriu uma fenda na “marquetagem” petista. Trata - se da posição da candidata a respeito do aborto.

Alguns dizem que ela é a favor, outros que é contra, e a candidata, conforme a platéia, a exemplo do seu mestre, coloca o boné do auditório, e abre o verbo:

                      - “Sou contra, não se pode tirar a vida de um ser humano, isto é uma agressão aos direitos humanos, uma bandeira nossa, do presidente, do PT e por óbvias conclusões, a minha”.

Por outro lado, mudando a platéia, a resposta é rápida:

                     - “Defendemos o direito da mãe, cabe a ela o arbítrio (a Dilma nunca diria uma palavra tão complicada, mas perdoem, a declaração é fictícia).

Aos analistas cabe desvendar o mistério.

Aparentemente, é ler a constituição petista, o 3º PNDH, para desvendar a incógnita. E o que diz ou dizia a máster piece petista?

Bom, depende, no documento original, o Decreto nº 7.037, de 23 de dezembro de 2009, entre outros, a corja descriminalizava o aborto, transformando um crime contra a vida em uma permissão prevista em lei, “considerando a autonomia das mulheres para decidir sobre seus corpos”.

Para os estudiosos e preocupados com os rumos da democracia, o calhamaço de 92 páginas, era (ainda é) um assustador arremedo de constituição.

Ao 3º PNDH, em geral, e sobre o aborto em particular, se contrapuseram diversos críticos, em particular as igrejas cristãs, que evocaram a inviolabilidade do direito à vida, prevista na Constituição brasileira.

Por conter flagrantes agressões à democracia, e diante de retumbantes criticas, restou àmetamorfose, o pulo do gato, ao afirmar, descaradamente, “assinei sem ler”.

Se o presidente, pelo excesso de afazeres (?), não leu o texto do programa governamental, foi porque confiou no discernimento da ministra Dilma. Seria até uma ofensa à responsável (?) afirmar que ela também não leu o decreto do PAC dos Direitos Humanos.

Dito isso, o majestoso reclamou com o Vanucchi, “dá um jeitinho”. E o Vanucchi deu. Um, dois, três... nove “jeitinhos”.

 E, assim, foi lançado o “remendo”, o decreto nº 7.177, de 12 de maio de 2010, que alterou o Anexo do Decreto no 7.037, de 21 de dezembro de 2009, que aprovou o Programa Nacional de Direitos Humanos - PNDH-3. Nele, a questão do aborto sofreu o “quebra galho” abaixo:

 - Considerar o aborto como tema de saúde pública, com a garantia do acesso aos serviços de saúde.

Assim, foi excluído o trecho que defendia a descriminalização do aborto. Fácil assim.

Pronto estava resolvido o problema. Antes não havia a menor referência aos bons serviços à saúde do Estado (que sabemos é uma M...), posto agora para dourar a pílula, como um meio lícito para a concretização do aborto, segundo o alvedrio da gestante.

Hoje, não colocamos em questão a opinião de um ou de outro candidato sobre tão polêmico tema. Contudo, é importante que cada um deles assuma a sua posição, e agüente as conseqüências, o aplauso de alguns e a reprovação de outros.

O duro, e mesmo insuportável, é o procedimento da candidata, desesperada com a possibilidade de um resultado adverso, tentar a todo o custo utilizar - se de subterfúgios verbais, declarações transversas e ininteligíveis para agradar aos dois lados.

Repetimos, em caso de dúvida não interessa o que está sendo dito agora, mas o que foi escrito com o seu aval, seja no PNDH original, e mesmo no seu programa de governo, cópia do PNDH, e depois retirado e maquiado, diante da grita geral, e com a velha desculpa de que o programa de governo apresentado inicialmente, não havia sido lido por ela.

Durma - se com um barulho desses.


Impressa, Liberdade de Expressão e, agora, a Liberdade de Expressão Religiosa - Abaixo matéria com um dos maiores ataques à Democracia já cometidos por este Governo


Polícia Federal apreende panfletos anti-Dilma em gráfica de SP
Por Vagner Magalhães - Terra Notícias

 

montagem, gráfica, panfletos PT, 619x464 e 195x146. Foto: Vagner Magalhães/Terra
A apreensão, que contou com dois caminhões, foi realizada de portas fechadas



 
Dois caminhões chegaram até o local para apreender o material. A polícia não permitiu, no entanto, que fossem feitas imagens dos veículos sendo carregados. Foi preciso que cada caminhão entrasse na gráfica de uma vez, já que a garagem era estreita e a apreensão foi realizada de portas fechadas, sob guarda de três viaturas da Polícia Militar.
 
O advogado da campanha de Dilma Rousseff (PT), Pierpaolo Bottini, argumentou, no pedido de liminar, encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral, que os panfletos são propaganda irregular e solicitou uma apuração criminal por difamação, além de uma investigação da origem do recurso financeiro para impressão dos folhetos.
 
A liminar foi concedida ontem à noite, no entanto, como não é permitida a apreensão durante a madrugada, a PF só pôde dar início à tarefa às 6h de hoje. Cerca de 30 militantes do partido fizeram uma campana e passaram a noite em frente a gráfica, para garantir que os panfletos não fossem retirados de lá pelos donos do estabelecimento.
 
Paulo Ogawa, dono da gráfica, afirmou que lá dentro havia cerca de 1 milhão de panfletos. Ele revelou que o pedido foi de 2 milhões e 100 mil, sendo que 1 milhão foram distribuídos no primeiro turno das eleições.

Entenda o caso
A carta, intitulada "Apelo a todos os brasileiros e brasileiras", pede que nas próximas eleições os eleitores deem seus votos somente a candidatos ou candidatas de partidos contrários à descriminalização do aborto. A carta lembra que o PT manifestou apoio incondicional ao terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos, assinado pelo atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, e pela então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, no qual se reafirmou a descriminalização do aborto. Esse material seria distribuído neste domingo em igrejas dos bairros do Paraíso e da Barra Funda, em São Paulo, e na cidade de Guarulhos.

O pai do dono da gráfica, Paulo Ogawa, afirmou que os folhetos foram solicitados pela Mitra Diocesana de Guarulhos.

Os mesmos panfletos já haviam circulado entre fiéis no primeiro turno das eleições. No feriado do último dia 12, eles ainda foram distribuídos em Aparecida (SP) e Contagem (MG).

***

Como já disse neste blog, não acho correto que a igreja oriente seus fiéis a votarem ou não neste ou naquele candidato! MAS, não achar correto, notem, não significa não considerar legítimo. Estamos em uma democracia e todos têm o direito de se expressar como queiram. Isso é regular, é legítimo e é, sobretudo, democrático.

Também já disse neste blog a verdadeira realidade do que pensa a candidata Dilma sobre o aborto e o que, na prática, significa sua descriminalização, mas vamos em frente já que este não é o tema deste post.

Já disse aqui também que as liberdades garantidas pela nossa Constituição devem ser respeitadas acima de todas as coisas, pois é ela quem garante a Democracia que já anda tão fragilizada. Assim, se alguém ou alguma entidade manifesta sua opinião de maneira a incomodar a integridade de alguém, caberá àquele que se sentir lesado buscar a reparação que julgar necessária legalmente, pela via própria assegurada em lei.

Onde quero chegar com isso? Quero chegar ao fato de que a apreensão deste material preparado pela igreja católica e que seria distribuído entre seus fiéis é arbitrária e contrária os princípios democráticos esculpidos na Constituição Federal Brasileira.

A apreensão foi realizada pela tão aparelhada Polícia Federal sob um pretexto ilegítimo, já que a igreja tem o direito democrático de orientar seus fiéis (e não entro no mérito de achar a orientação política certa ou errada).

Caberia ao PT, após a distribuição do material, se entendesse que a igreja lhe trouxe prejuízos ao divulgar o pensamento da Dilma (que é favorável ao aborto), buscar a reparação por vias legítimas.

O meio utilizado lembra - não por coincidência - regimes ditatoriais que utilizam vias oblíquas para fazer valer seus caprichos. Lembre-se que a Polícia Federal, que representa o poder do Estado (e neste caso também o poder petista), confiscou bem privado que foi adquirido legitimamente, além de privar a igreja de sua liberdade de expressão e, por via tangente, os católicos de sua liberdade religiosa.

Uma pergunta não cala. Pergunto-me o que fariam os petistas que estavam na porta do depósito se os donos dos panfletos resolvessem retirar do local seu material. Haveria por parte deles uma manifestação pacífica, uma tentativa de argumentar para que não retirassem nada do local ou teríamos um punhado de padres e coroinhas açoitados?

Esse boicote à Democracia precisa acabar!
Essa aparelhamento do Estado que serve aos interesses partidários precisa acabar!

Em quem vamos votar? Na continuidade?

domingo, 17 de outubro de 2010

Debate Rede TV! - Dilma e sua fala que soa como uma mistura de português com tupi-guarani de trás pra frente!

Principais argumentos de Dilma durante o debate realizado na Rede TV!:

"Acho que talvez qui seja..."
"Que No Que Se Refere..."
"No que se refere, mas (longa pausa), sem sombra de dúvidas..."
"qui, qui, qui.. No Que Se Refere, é qui somos, uma, qui..."
"Acho que também, No Que Se Refere..."
" é, é, qui, qui..."

No debate da Rede TV! a candidata Dilma proferiu dezenas de frases confusas e desconexas, sem início e sem meio (o fim era de acordo com o cronometro que determinava o tempo limite da fala de cada candidato). Por isso, confesso, entendi só cerca de 20% do que a candidata falou e não posso tecer maiores comentários sobre suas propostas.

Via de regra, a fala da candidata é sempre muito farta em vícios de liguagem. No debate não foi diferente. A candidata usou muitas palavras para exprimir poucas idéias. Como sempre pareceu estar com um engarrafamento na cabeça. A superabundância ficou para a expressão "No Que Se Refere", que estimo ter sido repetida mais de 50 vezes pela presidenciável.

O ponto alto ficou para o momento em que Dilma pediu um "direito de resposta" em razão de uma suposta ofença feita pelo candidato Serra.

Surpreendida pela pergunta, ao vivo, do apresentador que questionou o motivo pelo qual foi pedido o direito de resposta, Dilma respondeu: "É o que ele falou que eu disse que sou em favor da inflação" (!) 

A frase dela é mal elaborada - pra variar -, mas, dentro do contexto que estava, deu pra entender que o pedido de resposta foi porque o Serra teria dito que ela é a favor da inflação (vale destacar que o Serra passou longe de ter dito isso! Até porque a inflação é um fato e não uma modalidade de política pública da qual se costume ser contra ou a favor).

Depois da pérola restaram dois destaques emblemáticos:
O primeiro foram os sonoros risos - o meu aqui em casa e o da platéia presente no auditório da Rede TV! - depois da justificativa para o pedido de resposta apresentada pela candidata em tom de "mãe-iê, o Tonico me bateu!, roubou meu saco de pipoca!, meu pirulito e picolé!".
E o segundo destaque foi o indeferimento do pedido de resposta que foi proferido quase que imediatamente após a frívola justificativa da Dilma.

Parece piada, mas não é. Dilma ainda está na frente das pesquisas e, caso venha a ganhar as eleições me pergunto como vou compreender seus discursos e pronunciamentos. Afinal, não entendo nada do que ela fala. Para mim, a fala da candidata, parece uma soma de português, tupi-guarani e tucariano. Ela mistura isso tudo e depois fala de trás pra frente!

Cara Nova

Caros dois leitores, como vocês podem notar mudei o visual do blog. Assim, ficará mais fácil a leitura dos posts. Meus textos continuarão em vermelho e o que não for de minha autoria irá na cor preta.

Espera que gostem!

Mensagem da Dilma!

Carta de Dilma e a verdade dos fatos ao final... em vermelho.


carta


Bom, lembro mais uma vez que não são "boatos" e "calúnias" como disse a estimada candidata que mais uma vez (pra variar) mente ao afirmar que é mentira que ela pretende descriminalizar o aborto (veja o vídeo mais um vez aqui se você ainda não viu).

Segundo ela, abortar é uma questão de livre escolha, de foro intimo. Segundo ela para abortar basta querer e isso é uma questão de foro íntimo. Dilma, veja no vídeo, até se dispõe a respeitar a posição da igreja católica, pois, afinal, está em uma democracia. No final, mostra-se contundente quanto à legalização do aborto.

Quanto ao "respeito à Constituição", perdoem-me, mas só pode ser a parte hilária da carta. Morri de rir (!)

sábado, 16 de outubro de 2010

Para chefe de gabinete de Lula, Dilma 'evoluiu' sobre aborto. Jura?

Veja entrevista do Gilberto Carvalho, chefe de gabinete do Lula. Não vou fugir não. Volto em vermelho depois da entrevista...

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FOLHA - O QUE O SR. ACHOU DO PANFLETO DE UM BRAÇO DA CNBB, QUE ASSOCIA DILMA À DEFESA DO ABORTO?
GILBERTO CARVALHO - Não é uma vontade da igreja. A CNBB já reafirmou que não tem posição na atual campanha e que quem fala pela CNBB é só seu comando. Não tenho dúvida de que o campo adversário utilizou-se de um documento produzido por um braço da entidade e o distribuiu com fins eleitorais.

COMO VÊ ESSE DOCUMENTO?
Acho um absurdo, cheio de mentiras. Ele não olha a condição da realidade brasileira, se presta a uso eleitoral do mais baixo nível.

MAS A DILMA DEFENDEU, ANTES DA ELEIÇÃO, A DESCRIMINALIZAÇÃO. AGORA, ELA SE DIZ CONTRA.
É um processo de evolução dela nessa questão.

NÃO HÁ UMA CONTRADIÇÃO?
Não vejo contradição, mas evolução do pensamento. Ela, vendo a realidade do país, toma essa atitude...

NÃO SERIA BOM ELA DIZER ISSO?
O que importa é a afirmação agora. Essa é a posição. Não adianta: quando há má-fé, por mais que a pessoa diga, o boato segue se espalhando. Estamos preocupados, mas não faremos disso o centro da campanha.

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A descriminalização do aborto é um tema muito importante e não pode fugir da pauta como pretende oportunamente o PT. Legalizar o aborto, indiscriminadamente, equivale ao Estado permitir que uma gestante disponha livremente do direito à vida de seu feto.

Com a descriminalização uma mulher pode, por exemplo, ir a um hospital após oito meses de gestação e pedir que lhe faça um aborto simplesmente porque trocou de namorado, por exemplo. Significa, ainda exemplificativamente, que esta mesma mulher pode alguns meses depois retornar ao hospital para retirar uma outra criança, por outro motivo banal qualquer ou simplesmente por não querer ter o filho.

Descriminalizar o aborto não é - como argumentam alguns - impedir que algumas mulheres morram em abortos clandestinos é, ao contrário, permitir que crianças morram em abortos legais!

E mais, descriminalizar o aborto significa dizer que o Estado outorgou a mulher gestante o direito de dispor livremente da vida de seu filho. Como Deus, esta mulher poderia (sem qualquer punição legal e com a anuência do Estado) retirar o filho do seu ventre escolhendo a sua morte ao invés de sua vida.

Ora, a obrigação do Estado não é abortar em condições seguras para as mães. A obrigação do Estado é salvaguardar a vida, especialmente daqueles que não possuem meios de lutar com meios próprios por ela.

A obrigação do estado é acautelar as vidas dos cidadões e, além disso, oferecer condições dignas para que uma mulher não se sinta compelida a abortar por não ter condição de criar um filho malquisto.

Descriminalizar o aborto talvez signifique salvar muitas mulheres da morte em abortos clandestinos, mas em detrimento de milhões de vidas de crianças que seriam mortas, sem escolha, sem proteção da mãe e do Estado.

Imperioso descortinar que a maior função do Estado é justamente garantir os direitos das pessoas.
E o maior direito do ser humano é a vida.
Por isso, se o Estado faculta a uma mulher dispor da forma que melhor lhe aprouver da vida de seu filho, permitindo inclusive que esta mãe possa matar seu filho (enquanto ainda estiver em seu ventre), o Estado falha em sua premissa mais básica. O Estado, então, falha ao permitir que qualquer mulher - injustificadamente e de forma indistinta - possa matar seu filho.

Com a descriminalização do aborto, pretendida pela candidata Dilma, corre-se ainda o sério risco de, em um país como o nosso, as mulheres passarem a usar o aborto como método contraceptivo, já que podem simplesmente ir a rede pública determinar que lhe seja arrancado o filho de seu ventre, condenando-o a morte.

Isso é tão óbvio que é até difícil argumentar diante da obviedade da imoralidade da proposta. Descriminalizar o aborto é anuir com a morte de milhares de crianças. Fazê-lo é entregar na mão da mulher o direito de matar ou não matar seu filho.
 

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Mais uma da Série: Com o Meu, com o Seu, com o Nosso

Lula grava propaganda de Dilma em horário de expediente

Novamente, nesta sexta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou de despachar no Palácio do Planalto para gravar, em horário de expediente, participação no programa eleitoral de TV da candidata Dilma Rousseff.

Lula está desde às 9h40 no estúdio de gravação da petista e não foi ao Planalto.

Na tarde de sexta-feira passada, o presidente cancelou compromissos institucionais para gravar.

Na agenda oficial, Lula teria nesta manhã apenas "despachos internos", mas até ontem havia previsão de que viajasse a Chapecó (SC) para inauguração da Usina Hidrelétrica Foz do Chapecó.

...


Lula, seu salário é muito alto. Pago muito caro pela sua hora trabalhada. Não é de hoje que eu desconfiava que você não gosta muito de trabalho.


Lula ainda não é uma unanimidade - Por Luiz Ricardo Menezes Bastos, médico


No último dia 25 de março o presidente Lula esteve em Tatuí, e lá fez a entrega simbólica de 650 ambulâncias para 573 municípios brasileiros. A cerimônia foi essencialmente política, pois os veículos são destinados ao SAMU, ou seja, os serviços de atendimento médico de urgência.

Acontece que a maior parte dos municípios contemplados não tem este serviço implantado, e nem mesmo tem verba prevista em seus orçamentos. Custa caro montar toda esta estrutura. As ambulâncias são a parte visível do negócio, mas é necessário aparelhá-las com equipamentos de UTI, de pessoal de apoio bem treinado, de médicos especializados principalmente. E isto tem que funcionar 24 horas por dia, pois emergência não tem hora.

Ou seja, ou a maioria das ambulâncias vai ter outro destino, ou vão virar sucata logo.

Como costuma fazer, o presidente Lula faz seus “discursos” de improviso, que sempre buscam contentar a platéia presente, e exagera nas frases feitas e cheias de pompa sobre os mais variados temas. Diga-se de passagem, normalmente o presidente não sabe nada sobre o que está falando, e suas gafes já são sobejamente conhecidas e divulgadas mundo afora. Nesta cerimônia em Tatuí, o presidente Lula foi extremamente infeliz com algumas de suas colocações.

Segundo o presidente da Associação Médica Brasileira, Lula teve “outro rompante de incontinência verbal”. Mais uma vez, culpou os médicos para os problemas de saúde que o Brasil enfrenta há décadas. Disse que a classe médica não se interessa em atender o interior, “pois é muito fácil ser médico na Avenida Paulista”, segundo suas palavras.

Depois, mandou um recado ao Conselho Federal de Medicina, por este ser contra a revalidação automática dos diplomas dos médicos formados em Cuba. E ainda criticou aqueles que são contra a volta de um imposto para melhorar a saúde.

E por fim, ainda criticou o médico que no passado cuidou dele próprio, ao sofrer o acidente de “trabalho” que lhe amputou o dedo. Ou seja, versou sobre tudo o que finge saber.

Como em todos os “discursos”, Lula fala o que lhe dá na telha, e nem se preocupa mais em ter coerência. Deve acreditar que somos todos burros, pois quanto mais fala, mais sua popularidade “aumenta”, segundo as informações “oficiais”. Mas para os que ainda tem paciência de ouví-lo, basta acompanhá-lo por algumas semanas. A opinião ora é uma, ora é outra. Depende da platéia. Como estamos numa democracia, livre “como nunca se viu na história deste país”, também tenho o direito de opinar.

O que o senhor presidente não disse (ou não sabe) é que é impossível à imensa maioria dos médicos montar um consultório na Avenida Paulista, um dos locais mais caros do país, principalmente se trabalhar no serviço público, onde recebe um salário de fome, não tem um plano de carreira decente e não encontra condições dignas de trabalho. Aparelhos defasados, funcionários insuficientes para o apoio (enfermagem, técnicos diversos), filas para marcação de exames, falhas em tratamento de doenças básicas. Se em São Paulo , que é a locomotiva da nação, é assim, o que dizer do restante do país? Há dezenas de crianças morrendo em pseudo-UTIs em hospitais públicos por aí. A sigla deveria ser Última Tentativa Inútil e não unidade de terapia intensiva. Intensivas são só as mortes nestes nosocômios.

Não disse o presidente (ou não sabe) que médico nenhum consegue trabalhar no interior sozinho. A não ser que seja para distribuir “vale-saúde”, a exemplo dos inúmeros outros que ele criou. Pois tratar e cuidar de alguém sem apoio, sem retaguarda e sem condições, só na cabeça dele.

Quanto aos médicos de Cuba, formados em uma realidade totalmente diferente da nossa, eles podem sim trabalhar no Brasil. Como qualquer outro, formado em qualquer lugar do mundo, que se submeta às avaliações necessárias e sejam aprovados. Desde que saibam Medicina. E o Conselho Federal de Medicina, autarquia federal, é o órgão definido por lei para avaliá-los. O que o senhor presidente quis dizer (mas não teve coragem) é que quer fazer um agrado ao moribundo amigo Fidel, valorizando escolas falidas e que pregam uma falsa “medicina social”.

Faltou falar sobre o assunto referente ao médico que o atendeu quando sofreu seu acidente de “trabalho”. Talvez seu dedo pudesse ser salvo, senhor presidente, se existisse na ocasião um atendimento decente em posto de saúde, unidades de emergência bem aparelhadas, um profissional médico bem preparado, com boa formação. Isso se o “SUS” da época funcionasse. Isso se um médico que atende “SUS” ganhasse um honorário, e não uns trocos.

Pois a CPMF, que geraria verba destinada ao “SUS” do seu governo, virou dinheiro nas meias, cuecas e malas pretas na sua gestão. E até hoje o “SUS” não funciona de forma decente!

E o senhor ainda quer recriar mais um imposto, para continuar alimentando as falcatruas? Senhor presidente, com o perdão da palavra, estou com o “saco cheio” do senhor e de seus “discursos”.

Se o senhor sofresse um novo acidente de “trabalho” e fosse eu o médico que lhe atendesse, cortaria-lhe a língua, e não o dedo.

E faria um bem ao país, pois cada vez que o senhor abre a boca, não causa um acidente. Causa um desastre.

Assinado por Luiz Ricardo Menezes Bastos, médico, presidente da Associação Paulista de Medicina, Regional de Limeira

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Marina vota em quem?

Marina Silva, a candidata verde (não estou usando um tom pejorativo), vota em Serra ou em Dilma?

Vejam os dois vídeos nos dois links abaixo. Tratam-se de discursos do Lula e da Dilma, respectivamente, sobre meio ambiente e sustentabilidade. Seriam engraçados se não fossem tristes perante a pertinência do tema. A pertinência do tema não é opinião só minha, vejam a quantidade de votos da Marina Silva. O tema é sim muito importante e as soluções são inadiáveis.

Sem mais delongas, aos vídeos:

e

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Uma explicação para a disseminação do "nunca antes na história deste país" e para outros fatos

Caríssimos 2 leitores, tenho me questionado por qual razão pessoas que considero bem informadas e inteligentes ainda insistem em votar na candidata Dilma.

Meditando sobre o tema cheguei a uma conclusão.
O governo federal, sabidamente, investe elevadas cifras em propaganda e é muito criticado por isso (com razão).
Deste modo, como grande parcela da população acompanha apenas superficialmente o noticiário fica-se com a falsa impressão de que certas coisas "nunca foram realizadas antes na história deste país" (sic). Outra grande parcela de pessoas acompanha o noticiário sem dar atenção para notícias ruins que em geral aparecem nos cadernos de política (corrupção, lavagem de dinheiro, nepotismo etc). Acredito, inclusive, que a aversão à política de muitos surge daí, mas este não é o tema deste post, então sigamos...

A publicidade do governo, nestes casos, tem o poder de atingir não só a parcela menos intelectualizada da população, mas também a parcela de leitores que se julgam bem informados. Grande parte destes leitores 'bem informados' passam o dia ocupados - trabalhando, estudando ou por vezes os dois, trabalhando e estudando - e, por não disporem de tempo, não investigam ao fundo os fatos e passam a se contentar apenas com análises meramente superficiais, como chamadas de notícias e matérias em jornais e revistas.
Assim como governo divulga uma chuva de números aparentemente bons sobre o desempenho do país, essa parcela 'intelectualizada' da população acaba por ajudar na disseminação do "nunca antes na história deste país", além de também se deixarem alimentar pela instigação que o presidente faz entre a luta de classes (ricos x pobres). Daí vem o "quem é rico vota Serra, quem é pobre vota Dilma".
Essa, por sinal, é a estratégia proposital de quem tenta manter o povo na escuridão do conhecimento e de quem sabe que a maior parte da população brasileira ainda é de famílias pobre, pois se fosse de famílias ricas o PT diria "quem é pobre vota Serra, quem é rico vota Dilma".

O interesse final é se perpetuar no poder, mantendo até mesmo os mais informados desinformados.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Candidatura de Dilma: Post mais completo deste Blog



Caros 2 leitores, me permitam algumas pequenas considerações sobre o que vai acima:

1) O programa "Bolsa Família" nada mais é do que a reunião de outros programas do governo FHC ("Bolsa Escola", "Bolsa Alimentação" e "Auxílio Gás"), os quais foram reunidos em um só programa e renomeados. Não houve por parte do PT, mais especificamente do presidente Lula, nenhum pioneirismo como sempre diz. Inclusive o próprio presidente já se referiu aos programas assistenciais da era FHC como programas de esmola (veja aqui).

2) Quanto ao programa "Minha Casa, Minha Vida" a crítica que faço é que a meta oficial do governo foi baseada na entrega de moradias e não no financiamento de casas. O subsídio dado pelo governo e as demais facilidades oferecidas são meios para atingir o fim que é a entrega do imóvel.
Nesta linha, vale notar que o governo não cumpriu a meta oficial de entrega de casas, mas divulga factóides.
Entendam bem, pois a crítica é contra o embuste e contra a tentativa de mascarar o problema habitacional do país. Emlinhas gerarsi, acredito que o programa é razoável, mas não admito que tentem me enganar com números e distorções. O que foi prometido (entrega de imóveis) não foi atingido em sua plenitude e o que o governo divulga é a quantidade de habitações financiadas.
Entendo que o programa precisa de algumas revisões, pois se não há entrega do imóvel o déficit habitacional não é corrigido. Além disso, o programa tem um problema grave que é não atingir a parcela efetivamente pobre da população. 
O mero financiamento é a venda de um sonho não concreto.

3) Quanto ao programa "Luz para Todos" acredito ser um programa bom, mas que também precisa atingir um número infinitamente maior de famílias. Não adianta uma família pobre que não tem luz saber que a luz está na iminência de chegar. Para esta família não adianta apenas saber que seu vizinho mais próximo - que fica a 5 km de distancia - já tem luz.
Além disso, como já expliquei aqui, em um post anterior, este programa do governo nada mais é do que o programa "Luz no Campo" do FHC. Lula, como fez no caso do programa "Bolsa Família", apenas mudou o nome do programa que já existia e investiu pesado em publicidade, desperdiçando uma quantidade imensa de dinheiro que poderia ser melhor investido nestes mesmos programas.

4) Quanto ao aborto o que se cobra da candidata à presidência é uma posição concreta quanto ao tema, pois ora é a favor da legalização ora se diz contra. Sua opinião é elástica e é puxada de acordo com a reação das urnas. À Folha de SP disse ser a favor e à CNBB disse ser contra. O que se cobra é uma posição concreta e uma atitude não paradoxal para que o eleitor possa fazer sua escolha sabendo da convicção de cada candidato sobre temas importantes. Tirem suas próprias conclusões aqui.
O que o Serra fez, diga-se, foi regulamentar que o SUS atendesse aos casos de aborto já previstos na lei, sem ampliação deste rol. Ser a favor da legalização é diferente, pois significa abortar indistintamente.
Outro tema de superlativa importância que a candidata tem várias posições é A CRENÇA EM DEUS, mas farei uma postagem única sobre isso em outra oportunidade.

5) No caso da quebra de sigilo da filha de Serra já ficou claro, inclusive com inúmeras postagens que fiz neste blog, que os dados da filha de Serra foram violados por petistas e que estes dados foram parar nas mãos de pessoas ligadas à cordenação da campanha da candidata.

6) Quanto ao processo por calúnia em que Serra é réu, convém esclarecer que ser réu não significa ser culpado. São coisas diferentes, há, todos sabem, um caminhão de distancia entre uma coisa e outra. O processo, diga-se, é justamente para apuração da responsabilidade do réu em determinado fato e se tal julgamento não foi feito, ser réu não significa ser culpado!

7) Quanto ao ataque a imprensa, fica clara a posição dos petistas (não só a da Dilma). A posição é a de agressão a imprensa que denuncia falcatruas e corrupção! Todos temos direito de questionar e de buscar explicações para contradições deste governo (aqui) e a imprensa tem o dever de informar, seja em período eleitoral ou não!!

Round 2: Presenças confirmadas (?)


Caros 2 leitores, o próximo debate entre os presidenciáveis já tem data e hora. Não percam esse segundo debate do segundo turno, pois o primeiro foi extremamente interessante para avaliar os perfis dos candidatos a líder do nosso país.

O debate, a exemplo do que já ocorreu no primeiro turno, será realizado pelo Grupo Folha em conjunto com a Rede TV! no próximo domingo, dia 17, às 21h10.

Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) confirmaram presença no debate. Se bem que para o PT confirmação de presença não vale de nada, o compromisso com o público que aguarda para assistir ao debate pouco vale. Falo isso, pois isso ficou provado na eleição passada quando o Lula faltou ao debate da Globo, tendo avisado que não iria apenas alguns minutos antes do início do debate em um total descaso ao compromisso assumido. Quem não lembra disso?

Neste caso o debate já está marcado e as presenças confirmadas, mas se a Dilma, Cão Raivoso, Rousseff (PT) irá mesmo ou não, só acredito vendo!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

O cão raivoso foi solto da coleira.

Principais Impressões do Debate entre os Presidenciáveis na Band.


Ontem o debate da Band foi realizado entre os dois candidatos a presidente do Brasil. Para muitos este debate é o marco inaugural do segundo turno das eleições, pois é onde os dois principais candidatos colocam frente a frente suas idéias.

Ainda não havia comentado sobre nenhum debate aqui no blog, mas esse foi até aqui o mais interessante dessas eleições (vi todos os debates do primeiro turno, tanto para presidente como para governador do RJ). No geral, uma impressão me saltou aos olhos neste debate já que foi possível vislumbrar uma característica na Dilma que até então ela vinha convenientemente retraindo.

Logo no primeiro bloco do debate, na primeira oportunidade que teve, Dilma elevou o tom de seu discurso partindo para uma ofensiva e agressiva investida contra o candidato Serra.

Dilma falou, gesticulou, esbravejou e, num panorama geral, após o fim do debate, deixou a forte impressão de que esteve o tempo todo aos berros enquanto o candidato Serra manteve a serenidade. Dilma demonstrou um inconformismo decorado, visivelmente ensaiado. Parece-me até mesmo que ela assumiu a postura agressiva antes mesmo do que previam os marqueterios, contrariando o que estava ensaiado. Dentro de um discurso prolixo e quase sempre muitíssimo desordenado e mal concatenado - sem começo, meio e fim - Dilma demonstrou logo no começo do debate uma revolta desproporcional e disse ser vítima de ataques (mesmo tendo sido ela mesma a tomar a iniciativa ofensiva sem que lhe houvessem sido feito nenhum agravo).

Dilma, não me venha com churumelas.
Dilma não pode se declarar vítima em razão de lhe ser cobrada uma explicação definitiva sobre uma posição a respeito de um tema importante. Não é aceitável que sua opinião que se comporte como um elástico que se estica de acordo com a conveniência eleitoreira.
Refiro-me ao fato de Dilma ter se declarado a favor da legalização do aborto (aqui – para aqueles que ainda duvidam da posição dúbia) e, após perceber que perdeu apoio de grande parte do eleitorado, declarou ser contra. Hoje evita o tema e com isso deixa questões sem respostas e não é possível dizer se a candidata mentiu ou mudou de idéia? Se mudou de idéia, quais foram as razões de sua repentina mudança? Por que a revolta quando confrontada com o tema? Seria por que sua mudança de lado/mentira está deflagrada? Será que a candidata acha que o tema é irrelevante? Ou acharia que sua posição clara não diz respeito aos eleitores?

Tenho a impressão que o PT resolveu assumir sua verdadeira face que é a de adoção de uma postura mais ofensiva. Essa postura, creio, deve-se a divulgação feita ontem da pesquisa do Datafolha que aponta Dilma com 48% das intenções de voto e Serra com 41%.

Comentários dos candidatos após o debate.
Ao ser questionada se seria uma nova estratégia o tom combativo assumido durante o debate, Dilma disse que não é uma nova estratégia e sim um novo momento. Francamente, para mim nada mais é do que a queda de uma máscara e a revelação de uma antiga personalidade que havia, até então, sido dissimuladamente sonegada para não amedrontar o eleitor.

O cão foi solto da coleira. As lebres que se escondam. O cão está raivoso e autorizado a morder quem aparecer na frente.

domingo, 10 de outubro de 2010

O Engodo - Luz para Todos/Luz no Campo


Caros dois fiéis únicos leitores, mais tarde começa o debate da Band entre os presidenciáveis Dilma e José Serra. Recomendo a todos que assistam para avaliar suas escolhas. É importante uma análise com pé no chão, frieza e uma visão crítica de propostas e, por que não?, até mesmo de posturas e personalidades.

Independente da escolha a ser feita no dia 31 é fundamental que ela seja consciente, plenamente analisada e que seja para o bem da nação e da democracia. É imperioso que se analisem valores, princípios, posturas, história política, dignidade e melhor preparo para governar o Brasil.

Outro assunto. Hoje assisti ao horário político enquanto aguardava (confesso que com certa ansiedade) o começo do debate da Band que finalmente colocará cara a cara o José Serra e Dilma. Na verdade, sempre que posso assisto aos programas eleitorais, mas hoje assisti com um clima especial de preparação, num clima de ensaio geral. Até porque nessa segunda fase eleitoral não há mais aqueles inúmeros candidatos menos expressivos que disputam seus poucos segundos na televisão tentando angariar nosso voto com um discurso que engloba um número máximo de palavras de efeito nos 3 segundos que eles têm disponíveis. O horário político agora, no segundo turno, via de regra, fica mais palatável, menos maçante, e, por vezes, até emotivo.

Resolvi postar no blog sobre o programa eleitoral. Há bastantes assuntos para postar. Para decidir escolhi aleatoriamente um dos temas do programa político da Dilma para provar que se trata de mais uma das mentiras contadas por esse governo eleitoreiro e enganador. Vamos ao que interessa. Não vou me estender muito.

O engodo. O programa de Dilma afirma que o programa "Luz para Todos" é inovador e que o governo atual é o grande idealizador do referido programa. Esclareço: O programa "Luz para Todos" foi idealizado com base no programa "Luz no Campo", criado em 1999 durante o governo FHC. Mas não é só. O programa foi de iniciativa do deputado federal João Almeida (PSDB) baseado na boa experiência e pioneirismo do programa "Luz no Campo". Ao ser colocado em votação, o projeto foi aprovado por unanimidade na Câmara e no Senado.

Fim deste post. Desculpe, mas o debate vai começar.

sábado, 9 de outubro de 2010

Dilma na luta armada - Por José Carlos Sepúlveda da Fonseca em 06/09/10

Meus caros dois leitores. O texto que segue não é meu, mas poderia ser se não fosse tão excelentemente analítico e esclarecedor que está muito acima do que eu poderia fazer (perdoem meu estilo low profile).

O texto é um pouco longo, pois possui muitos assuntos resumidos.

***

Já se tornaram proverbiais a amizade política e a conivência ideológica do mentor-mór da candidatura de Dilma Rousseff,
o Presidente Lula, com Hugo Chávez e seu processo socialista "bolivariano"; Lula considera um "excesso de democracia"
as prisões arbitrárias, as perseguições políticas, o cerceamento violento de órgãos da imprensa, etc.

Os laços de inequívoca amizade e companheirismo entre Luiz Inácio Lula da Silva e Mahmoud Ahmadinejad, o líder do regime islamo-fascista do Irã, têm despertado em relação ao Presidente explicáveis desconfianças e fundadas críticas, no Brasil e no Exterior.

Jackson Diehl, jornalista do WASHINGTON POST, em artigo intitulado "Lula desprezado pelo Irã", escreveu no seu blog:"O MELHOR AMIGO DE TIRANOS NO MUNDO democrático - O PRESIDENTE BRASILEIRO LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA - foi mais uma vez humilhado por um de seus clientes. No caso o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, o financiador do terrorismo e negador do Holocausto, que Lula literalmente abraçou".


- EX-GUERRILHEIRA E CANDIDATA
Diehl, após discorrer sobre a política externa do governo, encerra seu artigo apontando para a disputa eleitoral brasileira: "O mandato de Lula está chegando ao fim; ele faz uma dura campanha a favor de sua escolhida DILMA ROUSSEFF, UMA EX-GUERRILHEIRA MARXISTA QUE COM ELE COMPARTILHA AFEIÇÃO POR DITADORES anti-americanos".

O articulista coloca o DEDO NA FERIDA! Lula - "o melhor amigo de tiranos" - tenta eleger uma ex-guerrilheira marxista, cúmplice ideológica de ditadores.
O quadro é objetivo e grave. Entretanto, parece estar quase completamente ausente da disputa eleitoral, o que não deixa de causar estranheza.


- ÉPOCA ROMPE O SILÊNCIO
A revista Época prestou, nesse sentido, um bom serviço ao esclarecimento do quadro eleitoral, ao estampar em suas páginas uma reportagem dedicada ao PASSADO QUE A CANDIDATA DO PT E DE LULA NÃO GOSTA DE MENCIONAR: SUA PARTICIPAÇÃO EM ORGANIZAÇÕES DA LUTA ARMADA.

Algumas vozes exaltadas quiseram ver nessas revelações uma falta de imparcialidade, um jogo baixo ou um ataque à candidata. Não há, a meu ver, qualquer fundamento em tais assertivas.

Essa gritaria, como costuma acontecer, é apaixonada, mas não apresenta razões, nem argumentos. Os fatos revelados pela revista Época não são eventos da vida privada de Dilma Rousseff. SÃO ATOS DA VIDA PÚBLICA da candidata, quando na juventude decidiu, ATENDENDO A SUAS CONVICÇÕES MARXISTAS, empreender uma atuação política para modificar os destinos do País e IMPOR-LHE UM REGIME COMUNISTA, ATUANDO EM ORGANIZAÇÕES QUE PREGAVAM E EXECUTAVAM A LUTA ARMADA.
Como bem precisou há dias o insuspeito Fernando Gabeira, durante a sabatina da Folha/UOL, ERA A "DITADURA DO PROLETARIADO" E NÃO A DEMOCRACIA A META DESSES GRUPOS.


- OPÇÕES E PRÁTICAS APENAS DO PASSADO?
Tais opções e práticas políticas precisam ser minuciosamente conhecidas pelos brasileiros, a fim de que estes possam avaliar, com plena consciência, Dilma Rousseff, uma figura pública que, neste momento, disputa a suprema Chefia da Nação. Inclusive para que tenham capacidade de DISCERNIREM QUE MEDIDA TAIS OPÇÕES E PRÁTICAS POLÍTICAS SÃO OU NÃO APENAS COISAS DO PASSADO.
Num acesso, ao qual não se pode negar considerável dose de populismo, Dilma Rousseff afirmou querer ser a "mãe dos brasileiros". Ora, os brasileiros têm o direito de não apenas conhecer a candidata à Presidência da República, mas a "mãe" que lhe querem impingir.


- DILMA OU ESTELA, WANDA, MARINA...
Convido, pois, os leitores do Radar da Mídia (sigam o link) a percorrerem alguns trechos da extensa reportagem da revista Época, intitulada: "Dilma na luta armada", assinada por Leandro Loyola, Eumano Silva e Leonel Rocha:
  • "Em outubro de 1968, o Serviço Nacional de Informações (SNI) produziu um documento de 140 páginas sobre o estado da "guerra revolucionária no país". Quatro anos após o golpe que instalou a ditadura militar no Brasil, grupos de esquerda promoviam ações armadas contra o regime. O relatório lista assaltos a bancos, atentados e mortes. Em Minas Gerais, o SNI se preocupava com um grupo dissidente da organização chamada Polop (Política Operária). O texto afirma que reuniões do grupo ocorriam em um apartamento na Rua João Pinheiro, 82, em Belo Horizonte, onde vivia Cláudio Galeno Linhares. Entre os militantes aparece Dilma Vana Rousseff Linhares, descrita como "esposa de Cláudio Galeno de Magalhães Linhares ('Lobato'). É estudante da Faculdade de Ciências Econômicas e seus antecedentes estão sendo levantados". Dilma e a máquina repressiva da ditadura começavam a se conhecer.

    Durante os cinco anos em que essa máquina funcionou com maior intensidade, de 1967 a 1972, a militante Dilma Vana Rousseff (ou Estela, ou Wanda, ou Luiza, ou Marina, ou Maria Lúcia) viveu mais experiências do que a maioria das pessoas terá em toda a vida. Ela se casou duas vezes, MILITOU EM DUAS ORGANIZAÇÕES CLANDESTINAS QUE DEFENDIAM E PRATICAVAM A LUTA ARMADA, mudou de casa frequentemente para fugir da perseguição da polícia e do Exército, esteve em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, ADOTOU CINCO NOMES FALSOS, USOU DOCUMENTOS FALSOS, manteve encontros secretos dignos de filmes de espionagem, TRANSPORTOU ARMAS E DINHEIRO OBTIDO EM ASSALTOS, APRENDEU A ATIRAR, DEU AULAS DE MARXISMO, participou de discussões ideológicas trancada por dias a fio em "aparelhos", foi presa, torturada, processada e encarou 28 meses de cadeia.
Hoje candidata do PT à Presidência da República, DILMA FALA POUCO SOBRE ESSE PERÍODO. ÉPOCA pediu, em várias ocasiões nos últimos meses, uma entrevista a Dilma para esclarecer as dúvidas que ainda existem sobre o assunto. Todos os pedidos foram negados. Na última Sexta-feira (13.ago.2010) a assessoria de imprensa da campanha de Dilma enviou uma nota à revista em que diz que "a candidata do PT nunca participou de ação armada". "Dilma não participou, não foi interrogada sobre o assunto e sequer denunciada por participação em qualquer ação armada, não sendo nem julgada e nem condenada por isso. Dilma foi presa, torturada e condenada a dois anos e um mês de prisão pela Lei de Segurança Nacional, por 'subversão', numa época em que fazer oposição aos governos militares era ser 'subversivo'", diz a nota.

A trajetória de Dilma na luta contra a ditadura pode ser conhecida pela leitura de mais de 5 mil páginas de três processos penais conduzidos pelo Superior Tribunal Militar nas décadas de 1960 e 1970. (...).

DILMA ROUSSEFF FOI UM DESSES JOVENS MARXISTAS QUE, INFLUENCIADOS PELO SUCESSO DA REVOLUÇÃO EM CUBA LIDERADA POR FIDEL CASTRO NOS ANOS 50, SE ENGAJARAM EM ORGANIZAÇÕES DE LUTA ARMADA COM A CONVICÇÃO DE QUE DERRUBARIAM A DITADURA EINSTAURARIAM UM REGIME SOCIALISTA NO BRASIL. Dilma está entre os sobreviventes da guerra travada entre o regime militar e essas organizações. Filha de um búlgaro e uma brasileira, estudante do tradicional colégio Sion, de Belo Horizonte, a vida de classe média alta de Dilma mudou a partir do casamento com o jornalista Cláudio Galeno Magalhães Linhares, em 1967. "(Dilma) Ingressou nas atividades subversivas em 1967, levada por Galeno Magalhães Linhares, então seu noivo", afirma um relatório de 1970 da 1ª Auditoria Militar. (...)
As primeiras menções a Dilma em documentos oficiais a citam como integrante de uma dissidência da Polop. Esse grupo adotou o nome de Organização. Com novas adesões de militantes que abandonaram o Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR), a Organização se transformou em Colina (Comando de Libertação Nacional). Em seu documento básico, o Colina aderiu às ideias de Régis Debray, autor francês que, inspirado na experiência cubana de Fidel Castro, defendia a propagação de revoluções socialistas a partir de focos guerrilheiros. (...)

O historiador Jacob Gorender, que esteve preso com Dilma no presídio Tiradentes, em São Paulo, é autor deCombate nas trevas, o mais completo relato da luta armada contra a ditadura militar. Ele afirma que oColina foi uma das poucas organizações a fazer a "pregação explícita do terrorismo" (...)
Perseguida, presa e condenada pelos militares há 40 anos, Dilma hoje goza de tratamento especial da Justiça Militar. Recentemente, seu ex-colega Antonio Espinosa foi ao Superior Tribunal Militar (STM), em Brasília. Devido a uma polêmica causada por uma entrevista, ele requereu acesso a seu processo por sua militância na VAR Palmares. Ele e Dilma fazem parte do mesmo processo. Por isso, a peça com milhares de páginas faz centenas de menções a Dilma. Espinosa pediu cópias de cerca de 400 páginas. "Elas vieram com o nome da Dilma coberto por tinta preta", afirma Espinosa. De acordo com a lei, apenas os próprios réus, ou pessoas com uma procuração assinada por eles, podem ter acesso aos processos no STM. Mas apenas o nome de Dilma, entre os nomes de dezenas de outros militantes, foi ocultado das páginas copiadas a pedido de Espinosa. Recentemente, o processo de Dilma foi separado dos demais dentro do STM. Ele está guardado em um armário específico. Os funcionários têm ordens expressas para não fornecê-lo a ninguém."
A candidata afirma que, desde esta época, o País mudou e que ela mudou com o País. É este precisamente o ponto ao qual os eleitores devem prestar particular atenção. Explico-me.
O PT - partido o que pertence a candidata - e o governo do Presidente Lula - do qual fez parte Dilma Rousseff e do qual promete ser a continuadora - assumem posturas ideológicas e tomam atitudes políticas que suscitam dúvidas sobre seu real apreço e sua adesão convicta ao sistema da democracia representativa, bem como seu pleno abandono das ideologias e práticas que inspiravam as organizações armadas dos anos 60 e 70.



- NOTAS PERPLEXITANTES

1. No Foro de S. Paulo - do qual Lula e o PT, juntamente com Fidel Castro, são os fundadores - OS VIVAS E CONCLAMAÇÕES DE APOIO À REVOLUÇÃO CUBANA E AO REGIME COMUNO-CASTRISTA CONTINUAM A SER UMA CONSTANTE; esse mesmo Fidel Castro e essa mesma revolução cubana que inspiraram as organizações de luta armada a que pertenceu Dilma Rousseff;

2. LULA NUNCA ESCONDEU SUA ADMIRAÇÃO PELO DITADOR FIDEL CASTRO E CONTINUA A TRATAR A TIRANIA COMUNISTA COM PRIVILÉGIOS DE GRANDE ALIADA; recorde-se que Lula se recusou a interceder pelo opositor Orlando Zapata, o qual acabou por morrer no dia em que o presidente brasileiro chegou a Cuba para mais uma confraternização com Fidel e Raul Castro; vilipendiando as dores e sofrimentos dos perseguidos políticos cubanos, Lula ainda os comparou a criminosos comuns;

3. Esse mesmo governo - do qual fez parte Dilma Rousseff - durante oito anos, SE RECUSOU A ATENDER OS APELOS DO GOVERNO LEGÍTIMO DA COLÔMBIA PARA QUE INCLUÍSSE AS FARC NO ROL DAS ORGANIZAÇÕES TERRORISTAS, por rechaçar qualificar de terroristas movimentos considerados de "resistência" ou de "libertação nacional" que podem assumir o poder; ainda há dias tal recusa foi reiterada, pela boca de Marco Aurélio Garcia (um dos coordenadores da campanha eleitoral de Dilma), em resposta aos pedidos formulados pelo novo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, em visita ao País;

4. Já se tornaram proverbiais a amizade política e a conivência ideológica do mentor-mór da candidatura de Dilma Rousseff, o Presidente Lula, com Hugo Chávez e seu processo socialista "bolivariano"; Lula considera um "excesso de democracia" as prisões arbitrárias, as perseguições políticas, o cerceamento violento de órgãos da imprensa, o desrespeito a contratos e a violação da propriedade privada levadas a cabo pelo caudilho venezuelano; mais ainda, sempre que Hugo Chávez foi acusado internacionalmente, com provas inequívocas, de acolher e acobertar grupos terroristas (FARC da Colômbia, ETA da Espanha, Hezbollah do Líbano) LULA SAIU PRONTAMENTE EM DEFESA DO COMPANHEIRO;

5. A crescente proximidade e cumplicidade do governo do Presidente Lula - de quem Dilma Rousseff garante ser a continuadora - com Mahmoud Ahmadinejad, o tirânico presidente do regime islamo-fascista do Irã, financiador oficial de grupos terroristas internacionais, é mais um dado a colocar na balança;

6. Esse mesmo governo a que pertenceu Dilma Rousseff tem sido leniente, quando não CÚMPLICE, DOS DITOS "MOVIMENTOS SOCIAIS", EM PARTICULAR DO MST, cuja atuação é pautada pela violação da Constituição, da legislação vigente, com a prática de crimes graves contra a propriedade e até contra pessoas, com roubos, sequestros e até mortes; movimento sem existência legal definida, largamente beneficiado por fundos públicos;

7. Este mesmo governo lulo-petista e este mesmo partido (o PT) - SEGUINDO O VELHO ESQUEMA MARXISTA, POR CUJA IMPLANTAÇÃO PUGNAVAM AS ORGANIZAÇÕES DA LUTA ARMADA A QUE PERTENCEU A CANDIDATA DILMA ROUSSEFF - APARELHARAM O ESTADO, colocando várias instituições ao serviço de seus interesses ideológicos, inclusive para perseguir adversários políticos, com crimes contra a Constituição, como no caso da recente violação de sigilos fiscais.


- MUDANÇA REAL OU COSMÉTICA?
Todas estas notas, sumárias e apenas exemplificativas, são de molde a suscitar uma interrogação, a quem deseje ponderar com um mínimo de objetividade e honestidade o presente quadro político-eleitoral:

O país mudou, sim; mas terá mudado a candidata? Ou a mudança terá sido apenas cosmética, como as inúmeras transformações físicas a que se submeteu Dilma Rousseff para dar uma face aceitável a sua candidatura?
Cabe ao eleitor refletir e decidir.

***

Uma notinha lógica final, por minha parte.
A candidata sempre afirma que o país mudou e ela também.
Há algo estranho, mal contado, nisso.
Eu provo: Dilma diz que sempre lutou contra a ditadura. Dá para concluir que, se agora ela mudou, então, ela luta contra a democracia? Seria demais concluir também que se ela sempre afirma ser uma boa pessoa, então agora, depois que mudou, ela é uma má pessoa? Que mudança foi essa da Dilma se ela sempre diz ter orgulho do que foi e do fez quando jovem? Se ela tem tanto orgulho do seu passado, porque insiste em dizer que mudou!?
  
Desta contradição há duas conclusões e ambas são ruins.
1) Ou ela assume, implicitamente, que seu passado é ruim e agora ela mudou - neste caso teremos uma mentira, pois ela sempre se referiu positivamente ao seu passado; ou 2) seu passado seria glorioso e ela, agora que mudou, é uma pessoa não tão gloriosa - neste caso, seria um sério risco que ela chegasse à Presidencia da República.

Nenhuma das duas hipóteses possíveis me interessa.
Como sabemos que o passado dela não é de se orgulhar (pelo menos uma pessoa decorosa não teria orgulho), então, sabemos que ela é mentirosa ou mal carater mesmo, por ter orgulho dos crimes que cometeu.