Hoje, na Ilha do Governador, marginais assaltaram duas residências e seqüestraram moradores na evasão da polícia. No dia 21/10, por volta das 20h00, um grupo de marginais realizou um arrastão na Rua 24 de Maio, altura da Rua Vitor Meirelles, no Riachuelo, Zona Norte da cidade. Houve troca de tiros com a polícia, mas, como de prática, ninguém foi preso. No mesmo dia 21/10, também houve intensa troca de tiros na Av. Dom Hélder Câmara, em Manguinhos, também na Zona Norte. Se houve alguém preso? Claro que não. No dia 22/10, pela manhã, por volta das 06h00, houve troca de tiros na Rua Coronel França Leite, em Mesquita.
Nas últimas três semanas, me recordo de ter visto pelo menos 30 notícias de arrastões e grandes assaltos. Estes crimes não foram localizados em uma zona específica da cidade, tendo ocorrido em todos os cantos, desde Laranjeiras até Manguinhos. São crimes realizados por um grupo grande de delinqüentes, algo incomum, e, por vezes, em plena luz do dia, algo ainda mais insólito.
O número e as particularidades dos crimes são sim alarmante, mesmo para uma cidade como a nossa que é sinônimo de violência e perigo constante.
Mas há uma óbvia explicação para isso. A culpa é da famosa UPP, a política de segurança pública que o PT pretende expandir para o âmbito nacional. Faz-se uma pacificação sem prisão de criminosos!
Apesar do governador insistir no fato de que os milhares de marginais que antes traficavam nas favelas ocupadas pela embusteira UPP agora estão distribuindo seus currículos no mercado, insisto que estes criminosos deveriam ser presos. Parece óbvio, daí a dificuldade em colher argumentos, mas prendê-los é obrigação do Estado, tanto quanto a ocupar as favelas! E acrescento, prender estes criminosos é uma obrigação mais importante do que ocupar as favelas, pois prendendo estes criminosos e todos os que viessem a substituí-los na linha de frente do crime, automaticamente as favelas seriam pacificadas. Não é óbvio?!
É uma pena que eu tenha que contrariar o governador, mas estes marginais não estão “colocando currículo”. Eles continuam a viver de atividades criminosas, mas agora o fazem nas ruas.
O Estado, então, colocou algumas centenas de pessoas em segurança ao ocupar algumas favelas, mas, em contrapartida, colocou milhões de cidadãos em perigo, uma vez que não prendeu ninguém.
A prisão de criminosos é o principal a ser feito e a pacificação da sociedade é a conseqüência disso. Sendo assim, nada está pacificado enquanto marginais estão a solta.
A medida do governo - UPP sem prisões e tiros - é uma falácia que serve apenas para agregar votos. A própria mídia, no geral, não critica a medida que visa a auto-promoção do governo. Não há neste caso, nenhuma evolução no que diz respeito a política de segurança pública, não se deixe enganar. Há sim, pelo contrário, uma regressão, já que o Estado se omite claramente na prisão de bandidos. Bandidos que o Estado sabia onde estavam localizados e agora não sabe mais, pois os bandidos agora estão por ai, espalhados por toda a cidade ou em outras favelas o que é muito pior.
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