terça-feira, 28 de setembro de 2010

O povo brasileiro é um povo inteligente e não nos deixaremos enganar com a maquiagem democrática usada pelo presidente e sua trupe; "O mal a evitar"


Golpismo midático: Golpista e perigosa é a imprensa que veicula as mentiras contadas pelo governo que ai está. Desinformação esse sim é o grande golpe midiático que é praticado, sobretudo, pela imprensa patrocinada pelo governo, que, ao que parece, luta até hoje para implementar nestepaiz um governo marxista-leninista de caráter fascista. Cada dia a garra sai um pouco mais para fora e o bote é preparado. Para estes um alerta: Não se criem pois aqui ainda há pessoas que não estão dispostas a negociar a democracia e a liberdade de expressão em troca de favorecimento pessoal. Nossas consciências não estão a venda.

O povo brasileiro é um povo inteligente e não nos deixaremos enganar com a maquiagem democrática usada pelo presidente e sua trupe.

Na semana passada em uma conversa informal com um amigo fui obrigado a discordar da afirmação que ele fez de que “o povo brasileiro é burro, por isso vota em quem não deve e é tão enganado”.

O povo não é burro. O povo é mal informado e as vezes desinformado. Por isso, infelizmente, analisa os fatos sob uma ótica incompleta, parcial, e percebe apenas uma parcela de um todo. Quando não, é enganado, inocentemente, por mentiras contadas reiterada e maciçamente pelo presidente e seus aliados.

Por isso me sinto obrigado a desmistificar certos monstros, a revelar algumas verdades e a disseminar as reais faces do lulismo. Isso é um compromisso democrático. Isso é para que o povo possa escolher informado e consciente, com uma visão completa dos fatos.

Cada um deve fazer também a sua parte e não esperar que ela seja feita por outros.

Hoje não dá mais para esperar que alguém faça algo, devemos nós mesmos arregaçar as magas e lutar (pacifica e legitimamente) pela democracia e impedir que nosso país “possa seguir mudando” como pretende o PT e outros facínoras. Se continuar mudando como está, mudará cada vez mais para pior e teremos ainda mais nepotismos, mentiras, tráficos de influência, violações à Constituição, usos da máquina pública para fins partidários e/ou pessoais, subornos, violações reiteradas das leis, ameaças à imprensa, censuras, um Presidente militante, uma guerrilheira comunista candidata à presidente, corrupções desenfreadas, chantagens, falcatruas, fabricações de dossiês, quebras de sigilos etc.

É nesse contexto que o editorial do jornal O Estado de São Paulo, neste último domingo, anunciou abertamente seu apoio ao candidato do PSDB à Presidência, José Serra. O editorial foi intitulado “Mal a evitar” e é um marco na história. É com o peso de tamanha responsabilidade e com um compromisso com a democracia que o jornal anunciou esta posição.

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Editorial – O Estado de São Paulo
A acusação do presidente da República de que a Imprensa “se comporta como um partido político” é obviamente extensiva a este jornal. Lula, que tem o mau hábito de perder a compostura quando é contrariado, tem também todo o direito de não estar gostando da cobertura que o Estado, como quase todos os órgãos de imprensa, tem dado à escandalosa deterioração moral do governo que preside. E muito menos lhe serão agradáveis as opiniões sobre esse assunto diariamente manifestadas nesta página editorial. Mas ele está enganado. Há uma enorme diferença entre “se comportar como um partido político” e tomar partido numa disputa eleitoral em que estão em jogo valores essenciais ao aprimoramento se não à própria sobrevivência da democracia neste país.

Com todo o peso da responsabilidade à qual nunca se subtraiu em 135 anos de lutas, o Estado apoia a candidatura de José Serra à Presidência da República, e não apenas pelos méritos do candidato, por seu currículo exemplar de homem público e pelo que ele pode representar para a recondução do País ao desenvolvimento econômico e social pautado por valores éticos. O apoio deve-se também à convicção de que o candidato Serra é o que tem melhor possibilidade de evitar um grande mal para o País.

Efetivamente, não bastasse o embuste do “nunca antes”, agora o dono do PT passou a investir pesado na empulhação de que a Imprensa denuncia a corrupção que degrada seu governo por motivos partidários. O presidente Lula tem, como se vê, outro mau hábito: julgar os outros por si. Quem age em função de interesse partidário é quem se transformou de presidente de todos os brasileiros em chefe de uma facção que tanto mais sectária se torna quanto mais se apaixona pelo poder. É quem é o responsável pela invenção de uma candidata para representá-lo no pleito presidencial e, se eleita, segurar o lugar do chefão e garantir o bem-estar da companheirada. É sobre essa perspectiva tão grave e ameaçadora que os eleitores precisam refletir. O que estará em jogo, no dia 3 de outubro, não é apenas a continuidade de um projeto de crescimento econômico com a distribuição de dividendos sociais. Isso todos os candidatos prometem e têm condições de fazer. O que o eleitor decidirá de mais importante é se deixará a máquina do Estado nas mãos de quem trata o governo e o seu partido como se fossem uma coisa só, submetendo o interesse coletivo aos interesses de sua facção.

Não precisava ser assim. Luiz Inácio Lula da Silva está chegando ao final de seus dois mandatos com níveis de popularidade sem precedentes, alavancados por realizações das quais ele e todos os brasileiros podem se orgulhar, tanto no prosseguimento e aceleração da ingente tarefa – iniciada nos governos de Itamar Franco e Fernando Henrique – de promover o desenvolvimento econômico quanto na ampliação dos programas que têm permitido a incorporação de milhões de brasileiros a condições materiais de vida minimamente compatíveis com as exigências da dignidade humana. Sob esses aspectos o Brasil evoluiu e é hoje, sem sombra de dúvida, um país melhor. Mas essa é uma obra incompleta. Pior, uma construção que se desenvolveu paralelamente a tentativas quase sempre bem-sucedidas de desconstrução de um edifício institucional democrático historicamente frágil no Brasil, mas indispensável para a consolidação, em qualquer parte, de qualquer processo de desenvolvimento de que o homem seja sujeito e não mero objeto.

Se a política é a arte de aliar meios a fins, Lula e seu entorno primam pela escolha dos piores meios para atingir seu fim precípuo: manter-se no poder. Para isso vale tudo: alianças espúrias, corrupção dos agentes políticos, tráfico de influência, mistificação e, inclusive, o solapamento das instituições sobre as quais repousa a democracia – a começar pelo Congresso. E o que dizer da postura nada edificante de um chefe de Estado que despreza a liturgia que sua investidura exige e se entrega descontroladamente ao desmando e à autoglorificação? Este é o “cara”. Esta é a mentalidade que hipnotiza os brasileiros. Este é o grande mau exemplo que permite a qualquer um se perguntar: “Se ele pode ignorar as instituições e atropelar as leis, por que não eu?” Este é o mal a evitar.”

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