quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O ódio e a sede de extermínio podem representar um equívoco grosseiro e temerário ou, até mesmo, no pior cenário, um perigo para a sociedade democrática.

1. "O holocausto é a solução definitiva para os judeus".
2. "Torne a mentira grande, simplifique-a, continue afirmando-a, e eventualmente todos acreditarão nela".
3. "A paz é a destruição de Israel”.
4. "Precisamos extirpar o DEM da política".

A primeira frase e a segunda são de Adolf Hitler.
A terceira de Iasser Arafat.
A última é do presidente Lula.

O que há de comum nelas?
O ódio e a sede de extermínio, os quais, na mente de um estadista, representam, em primeira instância, um equívoco grosseiro e temerário, e, em última instância, um perigo para a sociedade democrática.

Nas democracias não é admissível a intenção de extirpar um opositor, um adversário. A sede pela eliminação completa transforma um opositor em um inimigo. Esse fanatismo é falha grave, a qual, eu diria, sem cura, pois está no caráter.

É preciso que se debatam os pensamentos e planos com respeito e, sobretudo, com a intenção de que o adversário sobreviva e que ao final fique de pé. É preciso que haja o combate das idéias e objetivos para o bem comum que é a democracia, onde o maior beneficiário é do povo.
Extirpar? Eliminar por completo? Admite-se apenas para as idéias do adversário que forem de encontro ao estado de direito. E, neste caso, o presidente saiu atrás.

Não comparo estes homens entre si. De forma alguma. Comparo apenas suas frases e tento extrair seus conceitos mais íntimos. Estes conceitos fomentam a eliminação de algo legítimo, mas confrontante aos seus objetivos.
Há quem diga que foi uma frase precipitada, impensada e improvisada do presidente.

Para mim a impressão que ficou é de - no mínimo - uma perigosa e sobressalente intolerância e irascibilidade, o que já levou outras nações ao caos absoluto.

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