A Candidata à presidencia Dilma Rousseff, sobre os últimos eventos de corrupção aguda na Casa Civil, vem chamando de "descalabro", "mentira", "intriga da oposição" e acusa ainda que "não tem nada com isso" e "que isso é um problema do governo".
Duas coisas, neste sentido me chamam a atenção. A primeira é que Dilma, quando lhe é conveniente, aduz que ela é do governo, que, inclusive, quando eleita, fará um governo de continuidade, fazendo presumir que tudo que está ai, em pleno curso, está bom.
Notem o destaque para "quando eleita". O governo já tem se colocado como eleito. O melhor exemplo disso é a carta emitida pela ex-ministra da Casa Civil, Ernice Guerra.
A segunda coisa que me chama a atenção é o fato de que todo esse descalabro, toda essa corrupção na Casa Civil teve início quando Dilma ainda era a ministra e Erenice Guerra, seu braço direito, secretária executiva. Ora, Dilma se apresenta como mãezona, linha dura, diligente, aquela chefe que tudo sabe e tudo vê. Como pode agora não querer "ter a ver com isso". Assim sendo, ou é mentirosa, pois não é diligente e não é boa chefe coisa nenhuma, ou é negligente, pois não vê o que está debaixo do seu nariz quando, por obrigação deveria, ou é corrupta, pois compactuava com o crime.
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